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O lançamento do Pólo de Gemas e Jóias da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Nova Lima, poderá se transformar, caso se cumpram os objetivos definidos para o empreendimento, em novo marco para a atividade em Minas, ajudando a resgatar um passivo que começou a ser formado nos primórdios do processo de colonização do Estado. Trata-se, numa visão mais ousada, de começar a criar condições para que tanto as pedras quanto os metais preciosos ainda presentes no subsolo mineiro possam ser extraídos, beneficiados e industrializados aqui mesmo, com a conseqüente agregação de valor que a atividade nunca conheceu na sua plenitude.
Assim deve ser entendido, ainda que simbolicamente, o empreendimento que será erguido em Nova Lima e que poderá ser bem mais que em condomínio de empresas que buscam, inteligentemente, ganhos de escala e de competitividade. Para além deste limite, surgem novas e melhores oportunidades de qualificação de mão-de-obra, em especial destinada à lapidação, ao desenho e desenvolvimento de cortes e produtos, bem como de reordenação da atividade econômica, objetivando sua plena formalização. Um grande passo para que comecem a ser criadas condições efetivas para que o Estado deixe de exportar apenas pedras brutas, de baixo valor, que no exterior, tratadas e lapidadas, são transformadas em riquezas que não nos alcança.
E desenvolva, paralelamente, numa nova escala a ourivesaria, cujos padrões de desenho e acabamento já são reconhecidos internacionalmente.
Eis algumas das medidas de importância do empreendimento que, dentro de pouco mais de um ano, deverá funcionar em Nova Lima. Louve-se, portanto a iniciativa que resultou da adequada articulação promovida pela Federação das Indústrias e pelo Sindicato dos Joalheiros, envolvendo a Prefeitura de Nova Lima, a administração estadual e, evidentemente, empresas privadas de visão. Cabe almejar que a proposta, além de inovadora, seja também tão ousada quanto às possibilidades de um setor econômico que está intimamente associado à própria história de Minas Gerais, mas cujo melhor potencial ainda está por ser explorado.
Cumprimentar os idealizadores e os realizadores desse novo e importante empreendimento e, ao mesmo tempo, desejar-lhes pleno êxito, é dizer-lhes que estão começando a escrever uma nova página da história do Estado.
Fonte: Diário do Comércio
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