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Desenvolvimento sustentável é uma das diretrizes mais em voga nos últimos tempos. Como suprir as necessidades atuais sem comprometer a capacidade de atender às necessidades das futuras gerações? Como garantir desenvolvimento econômico sem prejuízo do meio ambiente? Essas questões, se já não acompanham, deveriam acompanhar diariamente todos os setores econômicos, inclusive o da construção civil. E o que fazer se a degradação já foi instalada? Com esse foco, a Vale, segunda maior mineradora diversificada do mundo, ampliou sua atuação de negócios para além do extrativismo mineral.
O projeto Águas Claras prevê implantação de um centro urbano de uso misto, em 194 hectares da extinta Mina de Águas Claras, no município de Nova Lima. A idéia surgiu com o esgotamento da mina, onde foram explorados cerca de 300 milhões de t de minério de ferro, entre 1973 e 2002.
O projeto prevê a construção em apenas 10% da propriedade da Vale, que chega a atingir mais de 2.000 hectares. O complexo terá infra-estrutura para abrigar comércio, negócios, serviços, equipamentos urbanos, residências e outros empreendimentos destinados ao uso público. Além disso, haverá a instalação do centro administrativo da Vale em Minas Gerais, que reunirá os setores que hoje estão alojados em diferentes pontos de Belo Horizonte.
“Esse é um dos maiores e mais importantes empreendimentos que envolvem a recuperação e reutilização de uma mina desse porte em área urbana, com a geração de emprego e renda”, explica Michel Abras, consultor do projeto. Segundo ele, a reutilização da área já vinha sendo pensada há cerca de 15 anos, porém o projeto inicial previa somente a construção de condomínios residenciais. Ao que tudo indica, naquela época já era possível imaginar que a região poderia ser importante pólo atrativo de moradia.
Fonte: Jornal Pampulha Habitar (O tempo).
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